Esta é a história de uma das pessoas mais pilantras que conheci em toda a minha carreira profissional (a outra é quem a contratou e que também contratou o desenvolvedor da história da "desculpa do envenenamento da caixa d'água..." (http://maggie-funny-stories.blogspot.com/2012/02/desculpa-do-envenenamento-da-caixa.html)).
Esse analista era muito bem apessoado, falava super bem e tinha muita experiência em lidar com clientes. Quando o contratamos, ele disse que provavelmente teria que atender o pessoal da empresa anterior em alguns momentos (por telefone), já que ele era responsável por muitas coisas lá e não tinha tido tempo para passar tudo. Não vimos problemas pois sempre achamos melhor que o desligamento ocorra sem traumas (para nós ou para outras empresas).
Como estávamos fazendo um trabalho de levantamento dentro de um cliente importante, colocamos esse analista como responsável por uma das frentes do projeto e ele tinha que passar muito tempo lá dentro desse cliente. Certo dia, o cliente nos liga perguntando do paradeiro do analista. Fazia dois dias que ele não aparecia lá. Como ele também não tinha aparecido na nossa empresa, liguei para o celular dele pois pensei que algo pudesse ter ocorrido. O celular tocava tocava e não atendia. Preocupada, liguei para o telefone da casa dele. Quando sua esposa atendeu, perguntei por ele e ela disse que ele estava trabalhando. Disse então que eu era da empresa que ele trabalhava, e precisava falar urgente com ele. Ela então me disse que ele tinha um outro celular e me deu o número.
Assim que liguei ele atendeu. Quando perguntei onde ele estava, ele ingenuamente disse que estava em casa doente (ele já sabia que era eu). Nessa hora o meu sangue ferveu! Enfurecida, falei para ele que tinha acabado de falar com a esposa na casa dele e ela tinha dito que ele estava trabalhando. Quando ele falou que estava no nosso cliente, quase tive um treco! Falei que o cliente tinha acabado de ligar informando-nos de que ele não ia ha dois dias! Ele gaguejava tentando inventar outra desculpa, então eu descobri tudo...ele tinha dois empregos!!! Ele não tinha saído do outro lugar onde trabalhava! Ele ficou gaguejando tentando se explicar e eu gritava: "Fulano, vc não se desligou da empresa anterior?" , ele tentava responder "é que às vezes preciso ajudá-los...", "mas já se passaram dois meses que você está conosco! O combinado é que você os ajudaria por telefone por um tempo...!
Falei para ele passar na empresa para se explicar pessoalmente. Obviamente nunca mais o vimos. Ele fez questão de ir a empresa no dia seguinte, logo pelas 7 da manhã quando as meninas da limpeza chegavam, pegou as coisas dele e nunca mais apareceu. Sei que ele morava perto da minha casa e sempre que passo pela rua dele, lembro-me desta história. Acredito que o pessoal da outra empresa também pensasse que ele estava em algum cliente deles quando estava conosco. Coitado...que pobreza de espírito.
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