quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O barraco no estacionamento da empresa

É queridos amigos, quem acompanha meus posts no Facebook e Twitter ficou sabendo que os manobristas lá no prédio onde trabalho bateram meu carro que não tem nem três meses...

Armei um barraco na terça à noite, na quarta de manhã e na quarta à noite de novo. O estrago nem é tão grande, mas o que me tira do sério é gente que tenta me enganar e ainda me chama de mentirosa! Eu iria até o fim dessa história, porque virou questão de honra! Na noite passada (quarta, dia da última dicussão), nem consegui dormir direito, e pior, saí tão brava lá da empresa depois de promover um barraco digno de Carminha da Avenida Brasil, que devo ter tomado uma multa de excesso de velocidade na 23 de maio (esqueci do radar...) e quase tive um treco (senti dores no peito).

Fiquei matutando a noite e a manhã inteira também, maneiras de provar que a batida havia ocorrido lá na garagem da empresa e que os manobristas não estavam raciocinando, já que todos os argumentos contra mim eram facilmente invalidados, e os meus fortemente plausíveis. Pensei em fazer BO na delegacia e fiquei imaginando a cara do policial que fosse fazer a vistoria (o estrago no pára-choque deve ter uns 7 por 4 cms). Imaginei-me acionando o meu seguro para que este fosse atrás dos culpados, colocando queixa no Procon, ReclameAqui, etc.etc.etc.

Acabei decidindo escrever (isso mesmo, escrever) uma carta para os manobristas, para o supervisor do estacionamento e para o perito que iria ver se era possível meu carro ter batido lá. Nesta carta, explicaria o ocorrido e colocaria no final um questionário que os levaria a pensar como eu (já que explicar (aos berros, eu confesso) não estava adiantando nada, quem sabe se eu conseguisse fazê-los refletir e chegar às minhas conclusões?)

Bem, a carta entregue hoje pela manhã ao responsável pelo estacionamento está logo abaixo. Ela foi entregue com os seguintes dizeres "Bom Dia. Não quero mais ficar brigando com vocês. Gostaria que lessem minha carta e respondessem ao meu questionário. Quem sabe vocês vão conseguir enxergar o porquê de eu estar afirmando que o incidente ocorreu aqui. Obrigada".

Antes de publicar minha carta, gostaria de compartilhar com vocês que recebi uma ligação do supervisor geral do estacionamento hoje à tarde, solicitando que eu apresentasse dois orçamentos de qualquer oficina que eu desejasse, mais a cópia do documento do carro que eles iriam pagar o prejuízo. Com a alegria de uma criança que ganha um videogame no Natal, perguntei se tinha conseguido convencê-los. Ele informou-me que viu nos vídeos que não havia sido feita a vistoria adequada na entrada do veículo, e que como não havia sido indicada a presença de qualquer problema, eles assumiriam o prejuízo. O manobrista que pegou o carro na entrada teria que arcar com 50% do valor do conserto.

Segue o documento entregue:

Entreguei meu auto no dia 10/09, segunda-feira, perto das 9 da manhã. À noite, na própria segunda, (às 19:15 hs mais ou menos) informei ao manobrista Wagner que não iria sair com meu automóvel, pois iria embora com meu marido em outro auto.

No dia 11/09, solicitei o auto perto das 20:30 hs. Enquanto aguardava fiz uma ligação no celular. Quando o carro chegou conduzido pelo Wagner, iniciei minha vistoria ao redor do carro (hábito que sempre tive e que foi recomendado pelos próprios responsáveis do estacionamento e do condomínio), e ao identificar uma mancha branca no pára-choque preto traseiro, ainda falando ao celular, apontei para o Wagner ver. Ele olhou mais de perto a mancha e depois que desliguei o telefone, agachei e passei a mão para ver se era só uma mancha ou se era batida. Ao identificar o estrago, avisei o Wagner que estava notificando a presença de estrago que não estava antes quando entreguei o carro no dia anterior. Ele me fez preencher um caderno relatando o sinistro e disse que ia falar com o Eric. (Aqui rolou o primeiro barraco, mas preferi omitir na carta).

No dia seguinte pela manhã, 12/09, quando falei com o Eric, ele disse que o Wagner já o havia informado sobre o ocorrido e que ele havia encontrado lascas de tinta amarela no chão depois e que não havia paredes com tinta amarela na garagem, logo o acidente não poderia ter ocorrido lá. Eu falei que não havia tinta amarela no pára-choque, que era um pó ou tinta branca. Descemos e ele me mostrou onde havia colocado o carro na segunda, e onde o carro estava no dia anterior (outra vaga), provavelmente porque foi manobrado para que eu pudesse ir embora. Avisei que o carro dormira na garagem e que não havia sido necessário manobrar, ou seja, alguém manobrou sem necessidade, sendo assim, na manobra, poderiam ter batido em qualquer canto de pilar, sem nem ter percebido a batida (até mostrei um canto, onde a tinta preta já tinha sido retirada e o concreto estava exposto,  e que poderia muito bem ter ocasionado o estrago, dado que havia pó branco no lugar do estrago).  
(Aqui rolou o barraco mais forte)

Pedi para acionar o perito e providenciar o conserto.

Para refletir e responder:
1) Quando o carro chega, há uma vistoria ao redor do carro para identificação de batidas ou arranhões, para que não haja contestação quanto à procedência de um desses itens caso ocorra dentro da garagem. Esta vistoria é gravada. Se quando cheguei não foi identificado nada, e na saída eu identifiquei (como eles mesmos recomendam fazer, NA HORA), já não significa que o acidente ocorreu dentro da garagem?
( ) SIM  ( ) NÃO 

2) Se a resposta acima foi NÃO, então a vistoria da entrada e a vistoria do condutor na saída não servem para nada?
( ) SIM  ( ) NÃO

3) Não é verdade que a vistoria (tanto minha quanto dos manobristas) de um carro novo como o meu (menos de três meses), é tão bem feita, que até risco de esmalte de unha preto foi identificado na maçaneta da porta uma vez?
( ) SIM  ( ) NÃO

 4) Quando avisei da mancha no pára-choque (eu ainda estava falando ao celular e não pus a mão no pára-choque), o Wagner VIU lascas de tinta amarela NO pára-choque ?
( ) SIM  ( ) NÃO

(além de eu NÃO ter visto, dele NÃO ter mostrado para mim na hora, o Eric e o Wagner mesmo falaram (no dia seguinte) que as lascas de tinta foram achadas no chão DEPOIS).

5) Caso a resposta de cima tenha sido NÃO como eles mesmos falaram (que foram achadas no chão), as lascas amarelas no chão podem ter outra procedência? (alguma bolsa colocada em um porta-malas qualquer, outro pára-choque, qualquer outro material que possa ter caído no chão)
( ) SIM  ( ) NÃO

6) Caso a resposta do item 4 tenha sido SIM , se as lascas do chão caíram do meu pára-choque, depois de ter rodado 17 km da minha casa até a empresa, deles terem manobrado até o subsolo, terem manobrado novamente para outra vaga, e depois terem trazido para mim para eu ir embora, as lascas não teriam caído em outro lugar? (Cair só com meu olhar bem na hora que eu vi e apontei seria bruxaria, não?)
( ) SIM  ( ) NÃO

7) Ainda caso a resposta do item 4 tenha sido SIM, se houvesse tinta amarela no pára-choque preto de um carro branco, a vistoria de entrada não teria visto? A dona do carro não teria visto antes também?
( ) SIM  ( ) NÃO

8) Foi me perguntado mais de uma vez se o auto tinha sensor de ré. O sensor apita “P” - Pare -quando atinge uma distancia de 50 cm. Todo manobrista pára quando o sensor apita aos 50cm, ou tenta encostar mais na parede para aproveitar espaço?
( ) Pára assim que apita   ( ) tenta encostar um pouco mais

Maggie

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